terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Paisagem amorosa

Tirando, objetivamente,
os casados,
tirando os jovens,
tirando os velhos,
tirando os gays,
tirando os brutos,
tirando os que não querem amar,
tirando, subjetivamente,
os chatos,
o que sobra?
nada,
nem o pó do bagaço!
Uma experiência
que custa crer,
olhar um mundo
sem perspectiva,
uma coisa meio egípcia...
onde tal qual Isís
deve-se sair
pelo mundo
a procura de um ser
fragmentado e perdido.
Mas Isís tem poder,
é uma deusa,
e eu, que poder posso ter?
Nessa condição, senão
o de escrever essas
linhas de cerol...

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